"ORAÇÃO A SÃO PIO DE PIETRELCINA (PADRE PIO) Ó Deus, que doastes a São Pio de Pietrelcina, sacerdote capuchinho, o insigne privilégio de participar, de modo admirável, da Paixão de vosso Filho, por sua intercessão, dai-me a graça... que tanto desejo; e sobretudo concedei-me unir-me à Paixão de Jesus, para depois chegar à Sua gloriosa ressurreição. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai." ”

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

RESUMO DA HISTÓRIA DA VIDA DE PADRE PIO - PARTE XII



*** Os estigmas de Cristo em Padre Pio ***


Foram bem tristes os primeiros meses de 1918. A guerra e a (gripe) “espanhola” haviam matado muitos da população e do convento.

O padre Pio teve as chagas de Cristo crucificado que levou em seu corpo visivelmente durante 50 anos. Um pouco mais de um mês depois de haver tido o coração transpassado, o padre Pio recebe os sinais, agora visíveis, da 

Paixão de Cristo. O padre descreve este fenômeno e graça espiritual a seu diretor por obediência:

" Era sexta feira, manhã do dia 20 de setembro de 1918. (Festa dos Estigmas de São Francisco) eu estava no coro fazendo a oração de ação de graças da Missa e senti pouco a pouco que me elevava a uma oração sempre mais suave, de pronto uma grande luz me deslumbrou e me apareceu Cristo que sangrava por todas as partes.

De seu corpo chagado saíam raios de luz que mais bem pareciam flechas que me feriam os pés, as mãos e o costado. Quando voltei a mim, me encontrei sozinho e com chagas. As mãos, os pés e o costado sangravam e me doíam até fazerem perder todas as forças para levantar-me. Sentia-me morrer, e haveria morrido se o Senhor não houvesse vindo a sustentar-me o coração que sentia palpitar fortemente em meu peito. Me arrastei até a cela. “Recostei-me e rezei, olhei outra vez minhas chagas e chorei, elevando hinos de agradecimento a Deus”.

Os estigmas do padre Pio eram feridas profundas no centro das mãos, dos pés e o costado esquerdo. Tinha mãos e pés literalmente traspassados e lhe saia sangue vivo de ambos os lados, fazendo do padre Pio o primeiro sacerdote estigmatizado na história da Igreja. O provincial dos Capuchinhos de Foggia convidou ao Professor Romanelli, médico e diretor de um prestigioso hospital, para que estudasse o caso e desse seu parecer. O Doutor Romanelli não teve a menor dúvida do caráter sobrenatural do fenômeno.

Pouco depois a Cúria Geral dos Capuchinhos em Roma enviou a São Gionanni Rotondo outro especialista, o professor Giorgio Festa. Suas conclusões foram que “os estigmas do padre Pio tinham uma origem que os conhecimentos científicos estavam muito longes de explicar. A razão de sua existência está além da ciência humana”.

A notícia de que o padre Pio tinha os estigmas se estendeu rapidamente. Muito rápido, milhões de pessoas acudiam a São Giovanni Rotondo para vê-lo, beijar suas mãos, confessar-se com ele e assistir a suas longas Missas. Tinha para si a dor e a humilhação, cuidava de esconder ainda mais as feridas e as dores que causavam para evitar o fanatismo do povo.

Uma grande celebridade em matéria de psicologia experimental, o padre Agustim Gemelli, franciscano, doutor em medicina, fundador da Universidade Católica de Milão e grande amigo do Papa Pio XI, foi visitar ao padre Pio, mas como não levava permissão por escrito para examinar suas chagas, este recusou a mostrá-las.

O padre Gemelli saiu de São Giovanni com a idéia de que os estigmas eram falsos, de natureza neurótica e publicou seu pensamento em um artigo publicado em uma revista muito popular. O Santo Ofício se valeu da opinião deste grande psicólogo e fez público um decreto no qual declarava a pouca constância na sobrenaturalidade dos fatos.

Sobre os Estigmas, o Padre Gabriele Amorth esclarece: (Padre Gabriele Amorth é o exorcista oficial do vaticano). As pessoas eram desconcertadas: se o Senhor havia usado em Padre Pio aqueles sinais visíveis da Paixão, não seria um grande convite correr a ele, como modelo de imitação de Cristo? Naquele ano, eu escrevia todas as semanas na Famiglia Cristiana (Família Cristã). O diretor, meu confrade, Pe. Zelli, sabia que eu era um assíduo de Padre Pio. Disse-me: “É hora de falar claro. Escreva um artigo equilibrado e bem fundamentado; o publicarei nas duas primeiras páginas, as mais qualificadas da revista”.

Assim escrevi meu artigo, que foi publicado em 23 de novembro de 1958, com o título bastante provocativo: “Em resumo, duvidamos ou não acreditamos em Padre Pio?” Não se pode negar, a principio, a possibilidade do estigma. Na história da Igreja encontramos cerca de 340 pessoas que o haviam recebido; umas oitenta dessas são canonizadas, às quais não há dúvidas de sua bondade e sinceridade quanto ao tema. Tenta-se entender porque Deus manda estes males, que significado têm. Provavelmente para recordar aos homens o valor redentor da dor e convidar-los a meditar a Paixão do Salvador. Mas não se pode negar que, o sujeito que a carrega, pode nos mostrar um confirmação plena da imagem de Jesus. Talvez este aspecto, que é claro para nós, passe despercebido em Padre Pio.

Para Padre Pio os estigmas são qualquer coisa que não suas; não se referem a ele, são somente valores para recordar o sofrimento do Senhor. Conseqüentemente deixa-se beijar, como se deveria uma imagem sacra; direi que nele há uma grande veneração. Na realidade são uma imagem do Crucificado não esculpida na madeira ou reproduzida em uma tela, mais impressa em sua carne viva.

A Igreja se pronuncia abertamente pela verdadeira história e características sobrenaturais do estigma de São Francisco, que havia sido o primeiro a receber de Deus aquele sinal de dor, semelhante ao de Jesus Cristo. Tem sido precisamente assim – especialmente nos últimos anos – os critérios de base sobre os quais se torna possível reconhecer ao menos a presença de um estigma verdadeiro, ou seja, baseado em características sobrenaturais.

Na teoria, os princípios são claros; mas na prática, sim, precisa-se proceder com muita cautela neste assunto, ao aplicar esses princípios, especialmente quando se trata de uma pessoa viva. Apesar de tudo, acreditamos que, com relação ao Padre Pio, possa ser dado um parecer. Outros ilustres teólogos já se pronunciaram a respeito: todos nós nos rendemos à evidência de que não se trata de um “novo acontecimento”, para o qual é apropriado duvidar, mas trata-se de uma pessoa conhecidíssima, controladíssima, com setenta e um anos (Padre Pio nasceu em 25 de março de 1887) e que há quarenta anos carrega o estigma; conseqüentemente já há uma prova de tempo que, de modo não definitivo, legitima um julgamento a título pessoal. Só o fato que Padre Pio tenha o estigma, não é discutível. São testes médicos precisos e publicados; é uma verdade verificável em qualquer momento.

Vejamos antes se podemos pensar que a origem de tais feridas é sobrenatural. Os critérios nos quais deve se basear são estes cinco:

1. O estigma deve ser verdadeiro e adequado á ferida, importantes modificações dos tecidos e localizado onde eram as feridas de Cristo (aproximadamente), tratando-se de ferida mística não importa se, até o detalhe secundário, respeita a verdade histórica comum na crença; o que quero dizer é que não importa se as feridas são no pulso ou na palma da mão, se a ferida é natural quando encontrada, diferentemente, em qualquer outra parte do corpo.

2. Deve aparecer instantaneamente; em geral causa dor aguda no dia, que recorda a Paixão do Senhor, como na Sexta-feira e na Semana Santa. Ao contrário: a dor pela ferida natural depende da situação atmosférica; portanto não há nenhum respeito pelo calendário litúrgico.

3. No verdadeiro estigma há ausência de fatos supurativos: nenhuma podridão, nenhum odor fétido, etc. Quando as lesões naturais prolongadas não são desinfetadas, dão origem a supurações e podem causar gangrena.

4. Os estigmas são acompanhados de contínua hemorragia. Não são como outras feridas.

5. Os estigmas permanecem inalterados, imunes a todo tratamento médico; não se alteram por remédio terapêutico nem por tratamentos; duram até muitos anos. As outras feridas, medicadas, cicatrizam-se. A ferida de Padre Pio responde a todos esses requisitos.

É verdade que muitos médicos racionalistas haviam tentado demonstrar por vias naturais (sugestionamento, histerismo, fixação, etc.) a estigmatização. Mas foram seus testes que negaram, através de exames feitos, a inexistência de fatos sobrenaturais: todos os argumentos não são reconhecidos cientificamente. Muitos deles, tratando de forma patológica a situação, tentaram demonstrar tratar-se de pessoa histérica ou anormal (como realmente acontece quando se trata de coisas como esta).

O contrário ocorre, porém, em tipos como Padre Pio, pleno de bom senso e de sã atividade, demonstrando ótimas condições psicológicas. Assim narra um jovem médico americano que disse ao padre: “Eu não acredito nos seus estigmas; eles só aparecem porque você pensava muito fixamente no estigma de Cristo”. E o bom frei lhe respondeu com um sorriso bondoso: “Muito bem, filho; pensa intensamente ser um boi; verá que te nascerão chifres”. Uma boa resposta para persuadir naquele doutorzinho.

Se a situação é tão clara, porque a Igreja não se pronuncia? Porque há um outro motivo. O Senhor dá esta graça a alguém que pratica a heróica virtude e que, sozinho, também recebe outros dons sobrenaturais, como êxtase, bilocação, etc.

Notemos bem: se os estigmas são uma prova de santidade, a Igreja espera ver a santidade como prova do estigma. E a santidade não consiste num dom especial de Deus, que poderia dar a qualquer um a vantagem da fidelidade; mas este é um exercício de virtude em grau heróico e com perseverança. Conseqüentemente, somente depois da morte se pode ter controle: enquanto estamos vivos, corremos todos os riscos de cair a qualquer momento, qualquer que seja de nosso grau de união com Deus. É por isso que a Igreja não se pronuncia.

Mas isso não quer dizer que não possamos ter convicção sobre o Padre Pio: sobre isso nós temos todos os direitos. É permitido admirar nele os prodígios da graça, como é permitido “não crer”; não é nenhum pecado! Mas ainda nesse juízo pessoal não devemos seguir o capricho ou os rumores. O Evangelho sugere esta regra: “Pelos frutos se conhece a planta; se os frutos são bons, a planta é boa”. Que seja assim o juízo que façamos, observando a paciência de Padre Pio, sua caridade, sua aceitação da dor, sua vida santa dedicada somente em fazer o bem.

Não há quem não conheça historias de conversões, retornos à Igreja, vidas transformadas pelo encontro com o padre. São fatos que não podemos tratar com indiferença; como as curas, etc. Também nos sentimos irritados pelo excessivo entusiasmo de uns ou fanatismo de outros.

O Papa Pio XI fez uma certa visita ao padre e fez parecer ser contra. Mas não foi uma opinião oficial e muito menos irrevogável. Foi uma opinião como tantas, expressa por um médico que fez o exame de outro médico. Com todo o respeito pela categoria, Pio XI era desconhecedor dessas coisas. Ao contrário, se sabe que no dia da beatificação de Santa Teresa de Lisieux Padre Pio foi visto presente em São Pedro (mesmo estando em San Giovanni Rotondo); um outro monsenhor testemunhou o fato, contou ao Papa, acrescentando que também D. Orione havia visto. E o Papa respondeu: “Se Dom Orione também o viu, sim, acredito”.

Na conclusão: porque somos livres, pensemos também com nossa cabeça. Mas, usando o raciocínio razoável que deve sempre caracterizar um homem. É absurdo, depois de tantos anos de provas e tantos testemunhos importantes, negar os fatos e jogar um parecer inventado em um homem como Padre Pio. É um homem de Deus, um “grande Sacerdote”, no pleno exercício do ministério em que há repercussão mundial. Ninguém pode se contentar com isso, perceba que são reconhecidos nele outros carismas sobrenaturais e o apreço de um instrumento do Senhor pela graça extraordinária; relembre da Missa de fé que acontece em San Giovanni Rotondo, nas elevadas personalidades eclesiásticas e civis que se voltaram a ele, e se sentirá em boa companhia”.

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